Uma GRAÇA

Das secas vidas de graci
Das vidas secas de liano
De Quebrangulho a Palmeira
Do velho graça a sempre nova graça

O nosso Mestre e Major
O natural cabra da peste
Fala nordeste, mas se escreve sertão
O indireto mais direto
Do ofício que se quis ter
Do jornal a prefeitura
Uma ingênua criatura, se é que podemos dizer

O que bate sem levantar a mão
E atira o cinturão nas costas do poder
Fala baixo com alto falante
O natural andante das Alagoas

Nosso pretérito tão presente
Que mesmo ausente na carne
Passa a cada instante
Pelas palavras escritas e faladas
Nas longas madrugadas ao despertar
Do novo tão velho sertão.

Um jogo...um blefe...quem sabe se um dia eu acerto?!

"Se acaso você chegasse no meu chatô encontra-se
aquela mulher que você gostou"

Lupicínio Robrigues

Identidade que me segue às vezes...é complicado
mas tento ser honesta comigo e quase sempre
é o suficiente... acredito que todos devem ser
sinceros consigo e aproveitar o máximo a vida para
não haver tantos arrependimentos... não que vá fazermos
qualquer coisa por tudo...mas preservando nossas amizades
e sendo honestos com a gente muitas vezes é o bastante
... acho que certas imagens que se criam por outras pessoas
podem não ser as de fato importantes...mas entendermos que
determinados momentos, às vezes, é preciso arriscar, ousar,
e até mesmo jogar todas nossas cartas mesmo que seja um blefe...
não estamos em um jogo de poker para estar sempre
achando que o royal street flash estar na mão do outro...
às vezes temos cartas que servem para fazer uma aposta...

"não quero mais amores cegos, pra não machucar o meu peito sofrido
o amor zombou de mim o amor me fez chorar por isso eu busco
um falso amor pra e acalmar"

..arriscar...quem sabe um dia eu não acerto.

"Tristeza nao tem fim...felicidade sim" Felicidade sim!?? Ou tristeza!?

"Vai minha tristeza e diz a ela que sem ela não pode ser"

"Eu fui saí
a noite a madrugada não vi
Coloquei o ponto nos "is"
foi a maior decepção
Ela jogou fora o meu amor
E acabou com toda aquela paixão
Me convidou para o seu casamento
Suas promessas e juramentos
Fingiu não lembrar mais
Agora não tenho paz
Vou vê-la pela última vez
Em frente aquele rapaz
Na hora da novela das seis"

A espera

Na espera da noite
Espero na porta
O banho ela toma devagar
Faltam 10 minutos para as 6h
Penso que na rádio já se preparam para tocar a Ave Maria
E, eu fico aqui a esperar...
Espero ela, espero à noite
Sempre espero...
Quando não tenho pressa não me incomodo em esperar
Mas hoje queria ver a noite na areia da praia
A noite não espera
Ela é igual ao tempo
Por mais que a gente queira, não pode esperar...
Eu como não sou a noite, nem o tempo
Educadamente espero em sua porta...
Escrevo só pra distrair...
Não quero entrar...
Só tenho que esperar...
Bem... esperar é o que mais tenho feito ultimamente...
A paciência tem sido uma virtude nesse caso...
Se bem eu acho que, em sua maioria, paciência é uma virtude...
Fico imaginando se um dia vou amar com alguém...
Me pergunto "Quem?"
Nem sei dizer, ou até sei...
Só penso que ao mesmo tempo que espero:
a noite chega...o tempo passa...eu envelheço...
O amor... bom...não sei...
Também não sei porque ainda não entei em sua casa...
A sala: ela também me espera...
Não quero entrar!
Gostaria que ela não demorasse
Se ela de repente saísse entre as sombras das linhas pipas do portão
Ficaria mais feliz, eu acho...talvez...
Quero parar...quero não esperar, mas não posso
Não seria educado...Espero, sempre espero... é só.

Natalhinha Marinho 18h01
*Agora escuto "Ave Maria" em latim

Um som ... uma(s) música(s)


O som que soa devagar dentro de nossos pensamentos
e nos faz reproduzir baixinho nossas sensações...

Carregados de histórias e estórias nos encontramos em Tabariz...
seu cenário de luta misturado a esperança... revela
movimentos, sons, imagens, sentimentos...

Nos revela...nos envolve...nos (re)criam...
Em Tabariz sinto o chamado...aceito o convite...
me deixo levar ao som da guitarra de um músico
excepcional...de um músico simples, inteligente...que dedilha
brilhantemente nota a nota que se unem as falas das mulheres...

Mulheres batalhadoras, lutadoras, esforçadas...lindas...

Um musical recheado de sentimentos...de personagens que nos faz experimentar
a magia do teatro...

Escrevo isso agora pq sinto Tabariz em mim...

Sinto não somente os personagens que os completa...mas sinto meus amigos,
meus amores, que fazem partem dessa história...amo v6 chapeleiros...
que essa nova cria nos presenteie com a alegria que ela já nos dá hoje...

ass.: Dada

*A imagem utilizada nessa postagem é de Bárbara Baptista

Só por um instante



Um pouco de vinho
Os olhos vermelhos
Uma lágrima que cai
Um amor que fica na última taça da noite.
Sou eu assim no meu canto...
Cantando o desencanto de estar só
Lembrando que só te tenho de vez em quando...
Quando me pego já foi...
Passou muito antes do efeito do álcool ter ido embora.

"As Rosas exalam o perfume que roubam de ti"



Meu bem me quer
É a Pétala da Rosa do Amor
Que se mistura ao sabor da maçã
Do jardim do Éden

Se meu bem me quer mal me quer
Nada posso fazer
A não ser esperar...esperar...esperar
Mesmo que essa espera dure por toda vida

...Rotinamente espero o meu bem
Sei que às vezes ele também me quer bem
Pena que nem tudo que queremos convém para uma
sociedade como essa... cheia de moralismos falsos...
que não olham para o espelho, mas insiste em julgar!!!
Como podemos viver o amor?
Se perdemos a liberdade... se tudo que nos rodeia,
não nos olha apenas...mas vigia nossos passos,
"corrige" nossa ações...e bloqueiam nossos sentimentos?

Amor=
liberdade+carinho+afeto+meubem+eu+apoio+confiança+respeito

Uma sociedade que rir do romantismo
Que banaliza o amor apenas como ato sexual

Vivemos em selas vigiados com câmeras humanas
que não descansam o olhar...

...O amor...como viver?
Como fugir dos olhos dessa sociedade?

Às vezes gostaria que todos fossem cegos...
para sentir, tocar, beijar...sem olhar a quem...
para quebrar barreiras...

Sinto falta do meu bem!!!

Queria tocar, sentir, amar...mesmo que fosse apenas um pouco
...Eu queria!!!

Queria apenas sair com meu bem para ver o sol se pôr!!!

"Bate outra vez com esperanças o meu coração
que já chegando o verão, enfim
Volto ao jardim com a certeza que devo chorar
Pois bem sei que (não) queres voltar para mim
Queixo-me as Rosas
Mas que bobagem
As Rosas (não) falam
Simplesmente as Rosas exalam o perfume que roubam de ti
Devias vir para ver os meus olhos tristonhos
E quem sabe sonhava meus sonhos por fim"

É ensurdecedor!!!!


"Oh silêncio, que me faz
pensar...
Oh silêncio onde vou
parar???

Na ausência das vozes
só o barulho irei escutar...

...A música é o silêncio
O silêncio é o pensamento
Que não pode ser expresso...

...O barulho nos faz enlouquecer!!!"

O melhor aviso que recebi!!!!


...Alegre é como me sinto, agora... estou me abastecendo com um pouco de cerveja e pensando no que me aconteceu... acordei cedo hoje e fui ao dentista...chegando lá fui ler os jornais da cidade... e como demorou o meu atendimento decidi ler o jornal da igreja universal do reino de Deus... apesar de não gostar muito como eles abordam os assuntos...quando em uma das paginas pares encontro um texto bastante infantil, não tinha autor, mas era bem de meninas de 13 anos...falava de amor, por isso continuei a leitura...no meio da leitura encontrei o trecho bíblico "o amor é paciente, é benigno; o amor não arde em ciúmes, não se ufana, não se ensoberbece, não se conduz inconvenientemente, não procura seus interesses, não se exaspera, não se ressente do mal; não se alegra com a injustiça, mas regozija-se com a verdade; tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. O amor jamais acaba; mas, havendo profecias, desaparecerão; havendo línguas, cessarão; havendo ciência passará"... até então nada me surpreendeu, foi quando entrei no consultório e a dentista ao fazer meu tratamento dentário cantava baixinho a música de legião urbana (Monte Castelo) que diz "ainda que eu falasse a língua dos homens e falasse a língua dos anjos sem amor eu nada seria, é só o amor, é só o amor que conhece o que é verdade, o amor é bom não quer o mal, não sente inveja ou se envaidece. o amor é fogo que arde sem se ver, é ferida que dói e não se sente é um contentamento descontente é dor que desatina sem doer"... até aí fiquei apenas pensando no amor...saí do consultório com a vontade de escrever esses trechos no meu blog, mas quando abri a bíblia e procurei o trecho inicial que se encontra em 1 Coríntos 13;4-8 e comecei a digitar..olhei um pouco mais acima e me assustei, percebi o aviso que Deus me enviou pois em 1 Coríntos 13;1-3 estava o trecho da música que a dentista estava cantando...poxa em mim subiu uma alegria tamanha... os trechos se completavam...a resposta que precisava estava bem próximo de mim...a Paciência...é isso que decidi fazer de fato, ter paciência...pq se for amor... já viu neh não acaba nunca e pode esperar o tempo que for.

Luzes do telhado

"Do telhado da casa de um amigo, aproximadamente às 18h, luzes de um morro no bairro de Bebedouro"

Entre câmeras e eu


Flash, pose, imagem, eu, você, a câmera, o enigma, a verdade, a mentira, o poder, o dinheiro, o congelar, a arte, a vida, o quadro... enfim o artista!

DIA ANTES DOS DIAMANTES

Procurando, copiando idéias

entre as lágrimas de dia, de amante...

Diamantes que brilham em volta da sala

de fotografia, penso em Moska... vejo-me

através do reflexo das torneira que me trás

imagens fascinantes, penso um pouco...

olho em volta, e olha no que deu!
Obrigado Moska!

Para Mary Vaz uma Ambulante Metamorfose!


Sou metamorfose ambulante
Sou instantâneo, sou integral
Não sou de pó, nem sou de massa
Sou um ator que descompassa o tempo do silêncio...
E o sentido da vida é o que eu não quero sentir
E o segredo dos homens fica bem longe de mim
Sou professor, sou poeta às vezes sou bailarino
Sem palco, no ato, com roupa, sem figurino
Os sentimentos me tocam, me deixam à flor da pele
Digo um SIM, às vezes um NÃO, três letras que ferem...
Sou ator, sou personagem
Sou um SIM, sou um NÃO
Sou Mary Vaz, eu sou Das Dores
Eu sou a música, eu sou canção
Eu sou você, eu não sou eu
Sou instantâneo, sou integral
Metamorfose, sou ambulante...

Meu país das maravilhas...



"Juntos naquela tarde dourada

Deslizávamos em doce vagar,

Pois eram braços pequenos, inéptos,

Que iam os remos a manobrar.

Enquanto mãozinhas fingiam apenas

O percurso do barco determinar.

Ah, cruéis Três!

Naquele preguiçar,

Sob um tempo ameno, estival,

Implorar uma história, e de tão leve alento

Que sequer uma pluma pudesse soprar!

Mas que pode uma pobre voz

Contra três línguas a trabalhar?

Imperiosa,

Prima estabelece:

"Começar já"; enquanto

Secunda,

Mais brandamente, encarece:

"Que não tenha pé nem cabeça!"

E Tertia um ror de palpites oferece,

Mas só um a cada minuto

Depois, por súbito silêncio tomadas,

Vão e, fantasia perseguindo

A criança-sonho em sua jornada

Por uma terra nova e encantada,

A tagarelar com bichos pela estrada

- Ouvem crédulas, extasiadas

E sempre que a história esgotava

Os poços da fantasia,

E debilmente eu ousava insinuar,

Na busca de o encanto quebrar:

"O resto, para depois..."

"Mas já é depois!"

Ouvia as três vozes alegres a gritar.

Foi assim que, bem devagar,

O País das Maravilhas foi urdido,

Um episódio vindo a outro se ligar

- E agora a história está pronta,

Desvie o barco, comandante! Para casa!

O sol declina, já vai se retirar.

Alice! Recebe este conto de fadas

E guarda-o, com mão delicada,

Como a um sonho de primavera

Que a teia da memória se entretece,

Como a guirlanda de flores murchas que

A cabeça dos pelegrinos guarnece."

(Lewis Carrol)

... Coisa de BONECA...


- Dentro de mim ainda mora uma criança.
Infância
Tudo parecia fácil
Pessoas vinham me alegrar
Brincava sem medo
Guardava segredos.
Tudo que se possa ter
Bonecas, confeitos, bicicletas.
Pular não posso parar
Corda, elástico tudo que vem a mim.
Correr, vamos brincar?
Perguntas, curiosidades muitas vou ter
Infância, criança, brincar de escrever
Palavras sem sentido
Letras vou aprender.
Neném, bebê, filhinho
Apelidos vão aparecer
Nessa fase tão bela
A infância vou curtir
Já que na vida adulta coisas belas param de surgir:
A INOCÊNCIA.
Natalhinha Marinho