"A vida é feita de pedaços do céu" Ave Sangria

Foto: Davi Soares


De um lado um trago
Do outro a conversa
Lado a lado na segunda noturna

Duas peles
Duas cores
Dois tamanhos

Quando a semana pode começar bem e na verdade começa melhor.

É sempre bom receber visitas!!! ;o)

"Vamos dançar, luzir a madrugada. Inspiração pra tudo que eu viver" Lulu Santos


Eu não sei o que pode ser
Nem onde quero está

É uma confusão
Um desconserto
Concertado com tua voz doce

Quando meu olhar tem medo de não resistir ao teu
Quando meu corpo tem medo de não resistir ao teu
Quando meu beijo tem medo de não resistir ao teu

O que afasta é medo
Medo de não ser
Medo de fazer errado
Medo do que eu não sei

Em seu leito eu me deito
E lá eu quero repousar
E poder sentir tudo aquilo que guardei pensando em ti.

Deitei e te vi dormir...

Peguei em tua mão para me sentir melhor...

Conversei com você e me fez mais feliz...

Acertou o passo que eu descompassava no salão...

Quem sabe você me queira
Quem sabe eu aprenda o caminho
E de repente possa te levar em uma dança

Me dá sua mão?!

"Meu bem vamos dançar até o dia amanhecer
Meu bem vamos cantar e vamos ver o sol nascer
Já não importa onde estamos
Do seu lado é bem melhor"


Às vezes é preciso madrugar pra não sonhar com você


Em teus lábios penso em adormecer minha língua
Seu olhar refletido no espelho do carro é o sinal amarelo da tua atenção a mim

Um desconserto...uma confusão
Talvez eu não entenda o que dizes
Talvez eu não saiba como dizer/fazer

O calor dos corpos
A malemolência dos músculos
Um compasso quatro por quatro

A noite guardou o brilho
A manhã chegou sorrindo

Às vezes não sabemos o caminho
Nem onde queremos chegar

Talvez eu queira está com você
Talvez eu não entenda como está

O dia está amanhecendo
Um trago agora rasga minha garganta
Às vezes é preciso madrugar pra não sonhar com você.

(Quando o corpo pede insônia)

03h51 terça-feira, quinze de julho.

Cada dia é sempre um dia a menos



Cada trago que cuspo do meu peito
Cada beijo que não roubei
Cada passo que não soube acompanhar
Cada dose de vodca que deixei no copo

Cada dia que não soube viver...

Cada sentimento que não tive
Cada desejo pela metade
Cada porta que não abri

Cada vez que chamei alguém pra dançar
Cada sorriso que não soube olhar
Cada palavra que não soube ler

Cada som é uma nota que se foi
Cada impulso deveria ser seguido
Cada instinto é diferente com o clima

Cada dia é sempre um dia a menos
Cada dia é sempre um dia
Cada dia é sempre
Cada dia.

"Eu não sei em que esquina ela vai me beijar" Raul Seixas


O frio dominava meu corpo e as curvas da estrada me levava mais perto do céu
Eu sempre quero voltar lá...
Meu pensamento devagar organizava as imagens e eu me sentia no meu lar

A noite aos poucos foi acordando
As estrelas e a lua sorrindo me acompanhavam no caminho
A neblina desunia os cílios dos meus olhos vermelhos
A fumaça cobria os pulmões e o álcool aliviava a frieza

O campo verde e úmido
Meus dedos dormentes
As mãos paralisadas
Falta de ar

De vez em quando eu acho que sei como é o céu.

TRISTEREZA

O que comprime a minha dor é tarja preta
Relaxo...  em meu rosto lágrimas

O ventilador acompanha a música na tv
Tereza aqui está
O labirinto nas conversas que temos me prende em tuas pernas

Sinto uma força enorme de teu peso em minhas coxas
Ela me abraça me sufoca com seu hálito de álcool
Trago mais um cigarro
Engulo mais um pouco do que prescreve o receituário

Relaxo...

Talvez agora eu esteja escrevendo...

Ainda não consigo dormir

... ... ... ... ... ... ... ...

De vez em quando nós encontramos colecionadores de palavras ;o)


"Em teu seio, ó liberdade"



A brisa que entra pela janela do quarto refresca a madrugada
Teu corpo por cima do meu, embebedado de suor, desliza 
Logo por baixo sinto os murros cadenciados em meus lábios
E um suspiro agudo canta em minha boca

O dia está quase raiando, o céu é rosado feito seu rosto
Os pássaros gorjeiam nos fios e seus suspiros completam a canção
De leve, bem de leve o sono vai nos conduzindo

Em teu peito descanso a minha cabeça
E, talvez, seja por lá que eu queira dormir.

Maybe it's because I'm crazy...


Enquanto só...
Num instante... Num suspiro
Eu respiro... Eu inspiro
Embriago...
Guardo em meu peito o fumaça do último trago...

Passa da meia noite... a solidão não mais me apavora...
De vez em quando a escolha é certa...

Talvez eu não queira ninguém... ou mesmo alguém não me queira

Mas a escolha é o que importa.



O som é imortal


Um grito rebelde em língua estrangeira cantava grunge o que parecia ser eu
No chão da minha terra, o rock rural melancólico e tocante na boca do violão do Sampaio vibrava em harmonias, as doçuras de palavras que se encontravam pelas cordas de aço

O ano era 1994, minha mãe estava a esperar minha irmã...
Eu, nem os conhecia, tinha 6 anos...
Hoje tenho 26 e não consigo viver sem o som deles em mim

Minh'alma grita em poucos acordes o canto da solidão
Ouço um novo blues e penso quantas vezes tentei fazer uma canção de amor
E logo me vem a cabeça  "rape me my friend...waste me, rape me, my friend"
A música é silêncio... o ruído no ouvido um tiro no ar
Os labirintos negros cortam meu peito "i feel stupid and cotagious"

Às vezes é preciso... DESPERDÍCIO... DESAPEGO...
É preciso ... IR SOZINHO... RIR SOZINHO

Meu corpo sente em graves acordes uma poesia que canta somente em meus ouvidos...

"And just maybe I'm blame
For all l've heard but I'm not sure"

Quando me fizer os 27 cantarei em acordes dissonantes o grunge melancólico e tudo aquilo que me completa hoje...

Depois de 20 anos Cobain e Sampaio vibram em altos falantes cânticos de tudo que sinto agora...

A carne pode até evaporar-se, mas o som sempre vai permanecer nos ouvidos de quem quiser ouvir

...

Meu corpo vibra em acordes que cantam o que sinto

Dedilho meu violão e me encontro num outro universo

Em que minha voz grita tudo que quer dizer

Um lugar que só eu posso ir


Dentro de mim passam ruídos que me balançam

Nessa hora sinto a música movimentar tudo que não consigo explicar

Um arrepio da ponta dos pés a cabeça

E uma extrema excitação muscular faz produzir e compor o SOM


Talvez sejam as cordas do violão que me une a eles

As cordas de aço e a poesia marginal

Talvez eu seja um compositor popular

Ou talvez nem saiba o que seja... mas sei que a música me faz ser um pouco dela e estar perto deles.








Talvez eu queira partir...




Do lado dela vejo os olhos de quem irá comê-la naquela noite
E nesse instante tenho vontade de ferir
...
Como ela fez com os meus olhos quando chegou de mãos dadas a mesa
...
Um gole de álcool, misturado ao cigarro deixa meu corpo sensível
Não sei se é loucura, ou razão
Mas bebi até o fim e fumei até me faltar o ar.
...
Na mesa ao lado corações são devorados em chupadas e mordidas sequenciadas
Deito no ombro do amigo e aconchego em seu peito a tristeza que me consumia ali
Não sabia o que fazer, mas chorei
Uma enxurrada de lágrimas passou por dentro do meu corpo tomando toda a felicidade que ainda podia existir
...

Embriaguei... dormi.
Acordei as 06h20 da manhã. Eu exalava o mal cheiro da ressaca.

Talvez eu queira partir... Talvez eu queira... Talvez eu... Talvez... 

Livro de contos e cd de Natalhinha Marinho estão disponíveis para download

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Por Débora Muniz - Jornalista

O livro e seu primeiro álbum estão disponíveis na Internet gratuitamente

Literatura erótica e canções de ritmos variados resultaram nas mais recentes obras da artista Natalhinha Marinho. Há 07 anos tocando na noite de Maceió e participando de vários projetos culturais, Natalhinha lança, pela internet, seu primeiro álbum, intitulado “Um sentimento por segundo”, acompanhado do livro “Recortes”, composto por 11 contos.

O livro e o álbum dialogam entre si. Doses de erotismo e boemia fazem parte do conjunto da obra. Para Natalhinha, o romantismo e o fluxo de ideias e sentimentos formam a unidade artística de suas criações. “Não foi o livro que surgiu do cd ou vice-versa, os dois nasceram juntos. São personagens fictícios, viagens de casos e acasos, metáforas com elementos musicais para o erotismo que resultaram nos contos e músicas”, completou.

Poucas Cinzas” é a música que demonstra bem a interação entre o livro e o cd. O último conto do livro serviu como ponto de partida para a criação desta música, que fala, da nostalgia da quarta-feira de cinzas e de maneira irreverente possui elementos de marchinha carnavalesca e de axé music.
As músicas inéditas de autoria da artista possuem variedade rítmica de reggae, samba, marchinha de carnaval, balada romântica, blues, entre outros. Na percussão elementos inusitados, como a utilização do som de risco do isqueiro, dão um tom experimental à música que tem o mesmo nome do álbum "Um sentimento por segundo". É também nesta canção que Natalhinha firma a única parceria de composição do cd, junto com Janeo Amorim e Mahelvson Chaves.
 
Magno Almeida, formado em letras, membro da Cia. do Chapéu, contribuiu com “Recortes” escrevendo o posfácio. Para ele, o que mais chama atenção é a literatura “selvagem e livre”. “Os rótulos de enquadramentos teóricos do texto literário estão cada vez mais líquidos hoje, coisa que me encanta totalmente porque literatura tem que, para começo de conversa, ser totalmente ‘selvagem e livre’. E é justamente dessa forma que te menciono e te enquadro. Eu adoro esse erotismo, essa pornografia não declarada, mas intencional, essa passagem da língua pelo corpo, meu, seu, alheio, esporádico. E vi tudo isso”, afirmou Magno.

O álbum e o livro lançados virtualmente, através da rede social: https://www.facebook.com/natalhinha.marinho e do blog http://natalhinhamarinho.blogspot.com.br/. O cd foi gravado por Natalhinha Marinho e Janeo Amorim, com participações dos instrumentistas Chico Torres, Mahelvson Chaves e Randerson Almeida. Já o livro foi revisado por Renata Czarny e tem fotografias de Jessyka Benário e Natalhinha Marinho.   


Natalhinha Marinho

Iniciou seus trabalhos musicais em 2005, com a banda Olorum. Em 2007, montou o grupo Strada BR que participou de duas edições do Festival Universitário de Primavera, promovido pela Universidade de Ciências Médicas de Alagoas (Uncisal). Ainda em 2007 ingressou na Associação Artística Cia. do Chapéu, ficando responsável pela composição e execução da trilha sonora do espetáculo “Alice!?” e na produção musical de outras performances desenvolvidas pela companhia. Desde 2010 participa do grupo Tridestilados e da banda Fulô de Maracujá. Atualmente participa do espetáculo “Uma Noite em Tabariz”, da Cia. do Chapéu; da banda Cazuadinha, acompanha a cantora Roberta Aureliano, além de desenvolver seus trabalhos individuais.

É possível adquirir o cd através do telefone (82) 9913-7794, por cinco reais, já o livro tem apenas a versão digital disponível na internet.



Do céu um sorriso lindo ... um riso de graça



Queria um canto
um canto para cantar
um canto sem canto
um canto para sentar
um canto para falar
um conto para comprar
um canto no canto...

A lua sorridente as três do céu do domingo
Azul da água via-se
Barcos atropelando limites
Corpos pesados agora submersos nas correntes

Ouvíamos todas as partes do corpo

O ar que entrava de leve pelas narinas
Era confundido com o vento que soprava as águas mornas

Um instante interrompido pelo berro de quem gritava fora das águas para sair.

Um canto, sem canto, nem conto para pagar... um conto que quero do mar.

No dia de domingo se esperam várias coisas, dentre elas uma ligação... com o MAR.

Praia do Saco

Eu confundo certo com errado



Olhei bem perto dos seus olhos
A distância reduzida numa tela de computador

Confundindo as imagens que vejo no espelho
Embarcando no barulho uníssono do instrumento na caixa...

Um impulso arremessado pela fumaça do cigarro
Um som grave um acorde em ré menor
Inicia a série de notas acompanhadas pela leitura do que você dizia

Me vi cantando no ouvido cortado pelo piercing
Atravessando os fios de fibra óptica que levam a imagem
Numa consonância de acordes que cantam o som que agora faz de mim parte

Um canto só... confundi e flui

"Nas cordas do instrumento que canta em voz alta grita um berro distante de quem não sabe o que fazer... uma confusão... nem sei o que... CONFUNDI"
 

Um olhar que me olhava como se fosse o meu


Um olhar de ressaca bateu no meu
O espelho dos teus olhos refletiu em meu pensar
Um sossego... um apego...
Um desejo...

No cristalino de seu olhar que vaga sozinho
onde ninguém pode achar
E, só aparece quando achas o que há dentro das entranhas de toda alegria e dor que guarda no fundo do peito


Chorando o que não se teve
O que teria... ou talvez nunca

Nunca soubesse se a amava mesmo...
Se sabias amar...
Ou apenas amava.

"Meu corpo agora é nicotina e álcool... fumaça e
fogo"

Escrevo para quem não conheço...

Alguém que achei com o olhar
Que no fundo dos olhos guarda a felicidade que um dia poderemos compartilhar juntos.

Quem sabe um dia isso termine bem =))

"Me dá um nó na garganta... choro até secar a alma de toda mágoa"



"Venha sugar o calor de dentro do meu..."

Uma constante vontade de voltar lá
E enroscar nos teus cabelos...
Sentir ... o cheiro...
E ter teu olhar no meu mais uma vez
Só uma... para falar e dizer tudo que sinto

Um canto só no canto bate em meus ouvidos
Acordes dissonantes produzidos de harmonias descompassadas
Entre as notas da canção que escuto agora
É o paralelo do aperto  que dói o meu peito
Não sei direito o que devo fazer... te ligo... ou nem ligo
Um novela de pesadelos suicidas assombra minhas noites
Tenho sentimento de ciúmes consumindo o meu ser
Me vejo sem você toda vez que estamos entre os outros
Não aguento mais....preciso te esquecer   
Grito em silêncio nas paredes do lar
Um sopro sem som alimentado de álcool e fumaça que passa na minha garganta enquanto escrevo.


Para ela que faz samba e amor até...
e fica com muito sono de manhã.

Sua meta é a seta no alvo. O alvo ... espera


Se nós dois falássemos
Talvez nós dois fossemos um

Se nós dois...
Nós dois...
Dois...
Se?!

Uma dúvida que persiste a cada encontro
A cada chegada
A cada partida
Uma parte sempre a pensar
No que seria se os dois topassem ser um

1+1= 2?!
1+1= 1!? 
O que será?!

"Mas compreendi que além de dois existem mais"



A excitação dos lábios dava-se com o compasso ritmado de sua língua em minha boca
Penetrava feito liquidificador em meu céu derrubando as estrelas ... 

Da boca o som ecoava embalados entre gemidos e pedidos
As mãos rapidamente dedilhavam sobre a pele em semi-colcheias
Um passo...compasso...descompassado...ritmado...
3/4...2/4...4/4
 
Melodias soam nas veias do peito
Graves e agudos atropelados pelas sonoridades dos corpos
Uma dança pele a pele... suor e calor...
Os agudos marcam o pico do prazer

O remexo do seu corpo no aperto da blusa branca lançou um tiro em meu olhar
Um libido instantâneo atravessou meu pensamento
Mordia suas armas e por um descuido me peguei em traição.  

"Quando eu te escolhi
Para morar junto de mim
Eu quis ser tua alma
Ter seu corpo, tudo enfim
Mas compreendi
Que além de dois existem mais..." R.S./P.C.

"Acabei de achar uma rachadura na sua poesia concreta" Sex Beatles


Nunca pensei em comê-la
Cinco segundos de um sorriso safado ...
...
   ...
...E no pensamento deslizou o gozo dos meus desejos

...
Meu olhar te flechava e penetrava em todas as partes escondidas por suas vestes
...


Uma dormência em meus lábios entorpecida pelo arco íris da sua blusa...
O bico do peito apontava arma em minha direção
Desviei na bifurcação de suas pernas e bebi mais um gole do teu ser...
...
...
...

Debrucei no balcão, pedi mais uma ...

...Num descuido...
Um suspiro destilado soprou meu cangote. 

"Mulher enlouquece minh'alma
Tira a calma
E me faz chorar
Essa dor que me deixa pelos cantos
Enxuga meu pranto
Dá teu colo para eu deitar
Em cada esquina um homem te espera
Bebendo e fingindo te escutar
Fica comigo mulher sem razão
Me dá teu olhar e teu beijo 
Que eu te dou minha mão (e meu violão)"